quarta-feira, 12 de outubro de 2016

E quem disse que eu consigo dormir agora? Eu sempre penso a mesma coisa e tenho melhorado, agora eu ajo, mas ainda não consigo chegar e deixar claro que alguém me encantou, parece que há algo errado em desejar  que as pessoas estejam conosco. O tempo vai fazer com que eu lide melhor com isso, mas ainda sinto estar perdendo tempo e oportunidades 😞

quinta-feira, 31 de março de 2016

Sábado de Aleluia

Fica aqui minha sincera sugestão de reflexão para quem acredita, ou não, que hoje seja um dia destinado à reflexão: ando pensando muito sobre o quanto estamos nos polarizando e brigando sobre tudo. Quem sabe eu esteja me assustando a toa, mas acredito que não seja, de fato, em vão. Vejo que as pessoas passaram muito tempo cedendo, aceitando as coisas da maneira como sentiam que era imposto e agora chegaram em seus limites, ou ainda que na sociedade atual haja a necessidade de se mostrar de que lado está para fazer parte dela.
Sinto que há cada vez menos união entre as pessoas por motivos saudáveis e amigáveis. As pessoas estão se unindo como exércitos,  para terem aliados na 'guerra', guerra esta que estão travando entre pessoas próximas, porque há uma dificuldade enorme em entender as diferenças. Não, eu não disse aceitar, relevar, ceder, disse entender.
Temos que entender a sociedade e falo por mim também, entender que as diferenças existem e nos atacarmos não as faram sumir, ninguém mais está disposto a ceder. O ataque ao próximo só fará aumentar e alimentar sentimentos de rancor, vingança e acentuar os extremos e trazer tudo o que o extremismo é capaz.

segunda-feira, 14 de março de 2016

Sozinha

Eu pensava que estar sozinha era a pior coisa que existia e ninguém que me dissesse o contrário poderia me convencer.  Ninguém parecia entender. O nosso cérebro nos sabota e é necessário que tenhamos consciência disso. Ele nos leva aonde a gente não quer de fato estar, a gente acaba criando uma falsa realidade que seja confortável pra gente. E mente, dentro de si mesmos o tempo todo.  É um jogo entre o conforto e a vontade. O que não tiver chance de queda é o que nos iremos preferir a primeira vista, mas não é o que queremos por raciocínio.  E assim eu fui, provar pro mundo que eu sabia o que queria pra mim, que eu sabia exatamente o que eu estava fazendo quando eu procurava pessoas aleatórias pra suprir uma necessidade que eu não tinha. O mundo vai usar as tuas inseguranças sem querer ou de propósito,  quanto mais tu sentir mais transparente tu será.  Quando você se sente sozinha as pessoas conseguem perceber e se para elas for produtivo, ali estarão elas, ao seu lado, suprindo a necessidade que você tem, te dando a falsa sensação de felicidade,  é uma euforia, não uma realidade e você nunca soube lidar com isso, os sentimentos não são coisas com as quais sabemos lidar. Pronto,  estamos na mão do destino,  ou quem sabe,  na mão de quem?  Era melhor estar sozinha.

Sobre não querer..

Há vezes em que o não dizer, a palavra não dita, soa mais do que a voz. As coisas que assim são definidas sem serem de fato,  definidas, têm mais poder e mais voz do que um grito, um canto ou quaisquer "coisas" que possam ser expressadas com a intenção de expressar.
Existe tanta verdade na preocupação de como seria o melhor modo de agir que a não-ação só demonstra a preocupação em expressar o que ae sente da melhor maneira possível, mas quanto mais intenso for o que se sente, menos se consegue dizer. Os sentimentos se confundem e se sobrepõem de modo que nenhuma palavra seja realmente suficiente e justa comparada a algo que sente.
Se eu amo, há tanta coisa dentro do amor, há tantas palavras dentro do "amo" que não se consegue dizer, só sentir,  só o nosso corpo é capaz de dizer sobre sentimentos . Os olhos falam, as expressões de carinho de um sorriso,  de um abraço ou de uma não-reação substituem qualquer palavra que possa ser dita na vã expectativa de se explicar o que não se pode explicar.
Enquanto eu penso sobre o que te dizer, enquanto eu penso sobre o que sinto,  ou sobre o que eu quero que pareça ser, eu perco tanto tempo de simplesmente observar o que é.  O ser ali, vivo, vivendo, sendo a coisa que eu não sei dizer,  me fazendo escrever coisa toda vez que se misturam tantas sensações que eu não sei sentir.
Eu não posso simplesmente passar por cima disso e fingir que essa não é a minha prioridade, não posso disfarçar que há algo além disso que me importe agora. As vozes de fora falam e eu não absorvo. Eu não quero estar ali, eu quero estar aqui onde mora o mistério eterno que é entender o que há de mais honesto em mim, o que fez eu dar cada passo que dei, o que eu sinto.