sexta-feira, 3 de junho de 2011

Uma questão de dignidade

"A relação que muitos ainda têm com o trabalho: vergonha. Contudo, afirma-se que o trabalho enobrece o homem. Como então, explicar esse paradoxo? "

Minha resposta:

Há várias profissões mal vistas pela sociedade. Se uma amiga sua quisesse trabalhar como acompanhante, vulgarmente denominada prostituta, você a apoiaria? Provavelmente, não. Por que não?
 Os valores, a base familiar e o senso comum constroem uma sociedade que não reflete sobre suas opiniões. É necessária a reflexão para que haja evolução. Desde os primórdios da sociedade, o indivíduo que estuda mais, que tem maior conhecimento, é melhor remunerado. Isso causa a desvalorização de vários ofícios fundamentais para o funcionamento da sociedade.
 Existe a tendência de os leigos confundirem a remuneração com, literalmente, o valor de um determinado trabalho. O preconceito, por exemplo, que existia ao cogitar a hipótese de uma mulher trabalhar como engenheira, no século XIX, é praticamente igual ao de sonhar que um parente seu seja engraxate. Ao longo dos anos, começando como professoras de "lidas domésticas" as mulheres foram mudando as opiniões a respeito de seu potencial.
 Em Israel, encontrou-se uma solução para esse problema. A remuneração está atrelada ao grau de instrução e todos os trabalhos são dignos. Se um médico está sem emprego, poderá trabalhar como gari, mas receberá conforme um médico e, portanto, nenhuma profissão lhes causa vergonha. Vergonha em Israel é não trabalhar!